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Redação Criativa

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Vamos à crase! Sem medo! PDF Imprimir E-mail

ImageEla costuma ser um terror para aqueles que têm dificuldades com a Gramática! É a crase! Algumas regrinhas e lembranças básicas podem ajudar! Vamos a elas? E, se você é um leitor atento, já percebeu que, antes mesmo de falarmos das regras, ocorreram duas situações em que talvez possa ter surgido a dúvida: coloco ou não a crase? No título "Vamos à crase!" e, nesse parágarafo inicial, a frase "Vamos a elas?". Após ler as orientações, tente descobrir por que o sinal gráfico apareceu em um caso e não surgiu no outro... 

CRASE é uma palavra que vem do grego (krasis) e tem o sentido de "união, fusão". Na Língua Portuguesa, ela é indicada por um sinal gráfico, o sinal grave (que muitos confundem com a própria crase) e significa a contração da preposição "a" com um outro "a". Esse outro "a" poderá ser:
- um artigo (Ela se dirigia à cidade);
- um pronome demonstrativo (Darei o doce à que se comportar = à que = a + a que);                                          
- uma vogal inicial dos demonstrativos (Fez menção àquele exemplo).
 

· Não existirá CRASE após verbos transitivos diretos, já que não ocorre, aí, a preposição.

- Todos amavam a professora.    (Verbo transitivo direto)

- Todos obedeciam à professora. (Verbo transitivo indireto) 

· Só pode haver CRASE diante de palavras femininas, a não ser na contração com pronomes demonstrativos aquele e aquilo e quando estiver subentendida a palavra (feminina!) moda ou maneira :

- Dança à (moda) Sidney Magal.
- Corta os cabelos à (moda, maneira) Ronaldinho.
 

· Não se usa crase diante de pronomes pessoais e formas de tratamento:

- Dirijo-me a Vossa Excelência.

- Confiei o segredo a ela. 

A exceção, neste caso, fica com as formas Dona, Senhora e Senhorita, que aceitam crase, pois podem vir com artigo: "A Senhora, A Senhorita...”.

 

· Não se usa crase antes de verbos no infinitivo! (pôs-se a chorar)

· Não há crase nas expressões: cara a cara, gota a gota, frente a frente...

· A crase é facultativa diante de nomes próprios e pronomes possessivos.

 

· Usa-se a crase em todas a locuções adverbiais, exceto nas que indicam "instrumento".

Ex.: objeto à margem (lugar); chegou à noite (tempo); trabalho à força (modo); combate a espada (instrumento); escrito a máquina (instrumento); ferido a bala (instrumento).


Casos específicos: 

   

Terra (planeta) 

terra (terra firme)
(Usa-se a crase.)    
( Não se usa a crase.)
Ex.: - Os astronautas voltaram à Terra.
 
- O marinheiro voltou a terra.
   
Casa (não determinada)
 
Casa (determinada)
(Sem crase) 
(Com crase)
Ex.: - Cheguei muito tarde a casa.
- Cheguei muito tarde à casa de Lula. 
   
Topônimos (nomes de lugares)
- Uma regra prática para detectar a crase é efetuar a troca
do tempo verbal para o passado.
(Só há preposição; não há crase!)
(Há preposição e artigo; existe a crase!)  
Estava - em...
Estava - na...
Venho - de...
Venho - da...
Vou - para...
Vou - para a...
  
Ex.: - Os alemães trouxeram a Santa Catarina seus costumes. (Fazendo a substituição: Venho DE Santa Catarina - Ocorre apenas a preposição DE. Não aparecendo o artigo, não há crase!)
-  A saudade transportou-me à Paraíba. (Ao substituir o tempo verbal: Vou PARA A Paraíba - Ocorrem aqui a preposição PARA e o artigo definido A. Portanto, a crase, sinal da contração, deve aparecer).

                                                                  

Regra geral: buscar uma palavra masculina para substituir a feminina. Se surgir o artigo masculino, contraído com preposição, haverá crase.

 
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O prefixo SEMI significa "metade". Só é separado por hífen quando a palavra seguinte começar por vogal, h, r ou s. Exemplos: semi-analfabeto; semi-humano; semi-rural; semifinal.