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Redação Criativa

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Escorregando no sujeito PDF Imprimir E-mail

ImageAqui, um erro bastante comum. Antes de explicá-lo, convém rememorar uma regrinha importante da nossa Gramática. Uma frase é composta por várias partes -   sujeito, objeto direto, predicativo etc. Essas partes  podem ser representadas por uma oração subordinada substantiva. Quem se lembra do extenso rol de classificações das orações subordinadas? Entre as substantivas, podemos ter as objetivas diretas (que representam, na frase, um objeto direto), uma predicativa (que indicam um predicativo), uma subjetiva (representando um sujeito). Torna-se mais fácil entender quando você deixa de decorar e passa a compreender que os nomes de cada uma delas  revelam qual a parte da frase a que elas correspondem.

Assim, quando o sujeito da oração principal for uma substantiva subjetiva, dizemos que o sujeito é oracional. Basicamente, existem duas categorias: (1) as introduzidas pela conjunção integrante QUE e (2) as reduzidas de infinitivo.

Uau! Está confuso, com tanta informação? Veja os exemplos, para tudo ficar mais claro:

Exemplos da primeira categoria: "Era indispensável que Marta revelasse o segredo. Convém que os alunos fiquem calados. É irritante que o vizinho faça tanto barulho". Aqui cada oração grifada é subjetiva, isto é, exerce a função de sujeito (oracional) da oração principal (que, convenientemente, fica com o verbo na 3a. do singular: era, convém, é).

Exemplos da segunda categoria: "Ouvir atentamente é fundamental. Não ir será grande falta de educação. Descobrir o segredo da felicidade é a grande busca humana" . Aqui a oração grifada também é subjetiva, só que reduzida de infinitivo.

Algo que pode ajudar é uma dica que dão todas as nossas professoras, ao ensinarem o aluno a descobrirem o sujeito: pergunte ao verbo. Pode parecer simplória, mas a orientação é valiosa. Perceba, em cada uma das frases acima, que, ao fazer a pergunta ao verbo, a resposta é imediata: O que era indispensável? Resposta imediata: “que Marta revelasse o segredo”. Portanto, eis o sujeito. Qual é a grande busca humana? Resposta imediata: “descobrir o segredo da felicidade”. Novamente, o sujeito apresenta-se.

Agora, ficou fácil perceber o erro da peça publicitária em destaque. Quem passa? Resposta imediata: “quem foca na vitória”. Esse é o sujeito oracional do verbo “passa”. Da mesma forma, “Quem está preparado” é o sujeito oracional de “prova”. O erro, grave, nas duas construções, é a vírgula, que, no caso, está separando sujeito de seu complemento.

 
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O prefixo MINI liga-se sempre à palavra posterior sem o hífen. Assim, temos: minissaia, miniblusas, minicalculadora, minidicionário.