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Grafia de numerais: dicas para uso cotidiano e provas de vestibulares e Enem!

numeros
Esta é uma dúvida recorrente, principalmente para aqueles que lidam com correspondências formais e para os que vão enfrentar provas oficiais: a correta grafia de numerais, em textos discursivos.



Eis, aqui, boas dicas, para não cometer gafes.



# Os numerais são geralmente grafados com algarismos arábicos. Todavia, em algumas situações especiais é regra grafá-los, no texto, por extenso. Confira a seguir algumas dessas situações:

·      de zero a nove: três livros, quatro milhões;

·       dezenas redondas: trinta cadernos, setenta bilhões;

·       centenas redondas: trezentos mil, novecentos trilhões, seiscentas pessoas.

Em todos os casos, porém, só se usam palavras quando não há nada nas ordens ou nas classes inferiores (Exemplos: 14 mil, mas 14.200 e não 14 mil e duzentos; 247.320 e não 247 mil e trezentos e vinte).

Acima do milhar, no entanto, dois recursos são possíveis:
·     aproximação de número fracionário, como em 23,7 milhões;
·    desdobramento dos dois primeiros termos, como em 47 milhões e 642 mil.

# As classes são separadas por pontos (Exemplos: 1.750 páginas), exceto no caso de ano (Exemplos: em 1750), de código postal (Exemplos: CEP 70342-070) e de especificação de caixa postal (Exemplos: 1011).

# As frações são sempre indicadas por algarismos, exceto no caso de os dois elementos dela se situarem entre um e dez (Exemplos: dois terços, um quarto, mas 2/12, 5/11 etc.).

# Já as porcentagens, essas são indicadas (exceto no início de frase) por algarismos, os quais são, por sua vez, sucedidos do símbolo próprio sem espaço: 86%, 135% etc.).

# Os ordinais são grafados por extenso de primeiro a décimo, os demais devem ser representados de forma numérica: terceiro, quinto, mas 13º, 47º etc.

# As quantias são grafadas por extenso de um a dez (seis centavos, nove milhões de francos) e com algarismos daí em diante (11 centavos, 51 milhões de francos). Porém, quando ocorrem frações, registra-se a quantia exclusivamente de forma numérica (US$ 325,60).

# Os algarismos romanos são usados nos seguintes casos:
·     na designação de séculos: século XXI, século II a.C;
·      na designação de reis, de imperadores, de papas etc.: Felipe IV, Napoleão II, João XXIII;
·      na designação de grandes divisões das Forças Armadas: IV Distrito Naval, I Exército;
·       no nome de eventos repetidos periodicamente: IX Bienal de São Paulo, XII Copa do Mundo;
·      na especificação de dinastias: II dinastia, IV dinastia.

# Em se tratando de horas (hora legal), recomenda-se o uso de algarismos arábico, seguido de abreviatura, sem espaço (Exemplos: 12h; das 13 às 18h30).

# As datas devem ser grafadas por extenso, sem o numeral zero à esquerda. Exemplo: "4 de março de 1998, 1º de maio de 1998."

# Na ementa, no preâmbulo, na primeira remissão e na cláusula de revogação a data do ato normativo deve ser grafada por extenso. Exemplo: Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Nas demais remissões, a citação deve ser feita de forma reduzida. Exemplo: Lei nº 8112, de 1990.

# A identificação do ano não deve conter ponto entre a classe do milhar e a da centena.
Exemplo:
CERTO: 2005
ERRADO: 2.005

Convém que as décadas sejam grafadas em algarismos arábicos, e com a especificação do século, para que não haja ambiguidades: década de 1920; década de 1870.


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