Treinar, escrevendo dois ou três textos por semana. Essa é a dica da diretora da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco, para ir bem nas redações dos vestibulares. A orientação, válida não só para a prova de redação da Fuvest, mas também para qualquer vestibular, segundo ela, serve para ajudar a afugentar um dos principais desafios do vestibulando, que é deixar a sua preparação para o ato de redigir para os momentos finais. No último vestibular da Fuvest, o tema "Um mundo por imagens" foi considerado difícil por professores e vestibulandos. No entanto, a diretora ressalta que o desempenho geral em redação foi bom e está melhorando ao longo dos anos. "A pessoa tinha que trabalhar mais com ideias, foi um tema que exigiu mais reflexão. No entanto, isso não alterou a qualidade dos textos", pondera Maria Thereza.
O que é preciso para uma boa redação?
A diretora explica também que os candidatos podem escrever com letra cursiva ou de forma: "A letra não tem que ser bonita, mas sim legível, senão não dá nem para corrigir", conta.
Fugir completamente do tema, fazer um texto que não seja uma dissertação ou escrever a lápis podem levar o candidato a zerar na redação.
Como é feita a correção?
Para ser avaliada, a redação da segunda fase da Fuvest é, primeiramente, escaneada. Depois, ela é corrigida por dois corretores --um não toma conhecimento da nota dada pelo outro. Caso haja discrepância de mais de três pontos, o texto é avaliado por um terceiro corretor, que é supervisionado pela diretora da Fuvest.
A correção demora 14 dias e mobiliza cerca de 70 corretores. "É uma parte muito bem feita, com professores, mestres, doutores... a correção está cada vez melhor", diz a professora.
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