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Com a reforma ortográfica, “ganhamos” vogais e uma nova consoante!

alfabeto
Com a reforma ortográfica da Língua Portuguesa, ratificada no final de 2008, as letras K, W e Y, antes consideradas “especiais”, agora passam a ser consideradas como integrantes do nosso alfabeto. Desta forma, obedecem às regras gerais que caracterizam consoantes e vogais. Surge, então, a dúvida: o K, W e o Y seriam vogais ou consoantes?

Para termos a compreensão exata, é preciso analisar a questão do ponto de vista fonético-fonológico. Sob este prisma, consoante é um fonema pronunciado com a interrupção do ar feita por dentes, língua ou lábios. Por outro lado, entendemos como vogais os fonemas pronunciados com a passagem livre do ar pela boca. Outra distinção importante: a consoante precisa de uma vogal para formar sílabas e ser pronunciada, e a vogal, não. Ela se basta. 

Seguindo essas regras, então, o Y é uma vogal, já que foi traduzido do alfabeto grego como I e mantém esse som nas palavras em que é usado, como na palavra ioga, por exemplo. Quando aportuguesada, a palavra originalmente grafada com Y passa a ser grafada com I - como em iene, moeda japonesa. Várias destas palavras, a partir de agora, não necessitarão mais de uma forma aportuguesada, justamente pela inclusão das três letras no alfabeto oficial.

A letra K equivale, em português, ao som do C ou QU - como vemos em Kuait -, sendo considerado consoante. Já o W deve ser empregado de acordo com sua pronúncia na língua original, isto é, ora com som de V, quando proveniente do alemão (como Wagner), ora com som de U, quando de origem inglesa (caso de web). Com isso, a letra W é “híbrida”, considerada consoante ou vogal, conforme o uso.


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